6 Horas de Fôrez
29 e 30 de Maio

O Ferrari 500 TRC branco com uma lista longitudinal vermelha. O final de um sonho.
(Foto: Col. Manuel Taboada)

Embora António Borges Barreto não tenha sido piloto da Scuderia Ferrari, conseguiu, pelas qualidades que mostrou nas poucas competições que acabou por efectuar, ver reconhecido o seu mérito pela Ferrari, tendo esta designado o piloto de Évora como representante da marca em algumas corridas. Em 1957, o piloto português continuou a sua ligação à Ferrari, e em declarações ao jornal "O Volante" resumia assim as suas expectativas para esse ano:


“Com a equipa da Ferrari, Phil Hill, Harry Schell e Alfonso de Portago, irei em Novembro à Argentina e ao Brasil”. 

Para além destas possíveis presenças, Barreto referiu igualmente a participação em Junho no Grande Prémio de Portugal em Monsanto, e também de uma hipotética participação nas 24 Horas de Le Mans fazendo equipa com Joaquim Filipe Nogueira.
A temporada de Borges Barreto deveria ter início no Grande Prémio de Dakar, no entanto, e devido ao adiamento desta corrida do mês de Fevereiro para Março fez com que os pnanos tivessem que ser repensados. Apesar da sugestão da Ferrari em que o piloto participasse no Giro di Sicília (14 de Abril), Barreto, nesta altura com 26 anos, preferiu recusar o convite, por não ter tempo de treino:

“Recusei porque esta corrida, muito do género das Mille Miglia, requer muito treino de estrada e muita preparação que eu não posso apresentar”.

Desta forma, ficou programada aquela que seria a sua primeira participação em 1957, as 6 Horas de Fôrez.
Esta prova realizava-se nos arredores de Saint-Ettiéne, e nesse ano de 1957 teve lugar no dia 30 de Maio (Quinta-feira). Borges Barreto alinhou com o seu 500 TRC #0694MDTR de cor branca, com uma lista longitudinal vermelha e nesta corrida com o nº58.
O traçado resumia-se à utilização de uma auto-estrada, que ligava as localidades de La Baroy a La Massardière, tinha uma extensão de 5690 metros, duas curvas lentas nos topos e uma curva rápida a meio do percurso. Este Circuito era designado de “Terre noire”.
A corrida foi disputada sob chuva forte, e na única curva rápida do circuito (Maison Rouge), à 20ª volta, Piero Carini, ao volante do Ferrari 500 TRC #0648MDTR, despista-se a alta velocidade, atravessou os arbustos que compunham o separador central e uma pequena divisória, frágil, que não conseguiu suster o Ferrari de Carini. O destino quis que em direcção contrária, e naquele preciso instante, fosse o 500 TRC de Borges Barreto a percorrer a pista. O choque foi inevitável e violento. O Ferrari de Barreto acabou numa ravina a mais de cem metros do nível da pista. Os dois pilotos tiveram morte imediata.
Testemunha do acidente foi Adrian Conan-Doyle, que alinhou nesta prova ao volante de um Ferrari 500 TRC e que era filho de Sir Arthur Conan-Doyle, criador de Sherlock Holmes. Referiu sobre o acidente:

“O Ferrari de Carini mais parecia um ovo frito após o acidente. O Carro de Barreto partiu-se em dois e foi parar ao fundo de uma ravina com mais de quinze metros”. (...) “achei a pista molhada pela chuva tão traiçoeira que a dada altura da corrida pensei em desistir. Era a pista mais traiçoeira onde já corri."



Apesar do perigo que representava ser piloto de automóveis nestes anos cinquenta, este foi o único acidente mortal de um piloto português ao volante de um Ferrari, em circunstâncias fortuitas, acabou por tirar a vida àquele que muitos consideravam na época como uma das grandes esperanças do automobilismo português.
Augusto Palma, amigo do piloto e que o costumava acompanhar em todas as corridas, não fez a deslocação a Fôrez, tal como o seu amigo e mentor, João de Castro Júnior, que partiu no dia seguinte para França, acompanhado pela irmã de Borges Barreto, Maria do Carmo Carneiro Borges Mexia de Almeida e cunhado, António Alves Vieira Mexia de Almeida.
O Ferrari 500 TRC de Borges Barreto, nunca foi recuperado.
Os restos mortais de Borges Barreto e Piero Carini ficaram em câmara ardente no Hospital de Bellevue, em Saint-Ettiénne.
No dia 3 de Junho (segunda-feira), o corpo de Borges Barreto foi levado de avião para Lisboa, para a Igreja de São João de Deus. De entre as inúmeras coroas de flores existia uma da Ferrari, com um cartão manuscrito e assinado pelo próprio Enzo Ferrari, e pela família de Piero Carini. Depois da missa de sufrágio, a urna, coberta com a bandeira do Clube 100 à Hora e do Lusitano Ginásio Clube de Évora, foi colocada numa ambulância dos Bombeiros Voluntários Eborenses e seguiu caminho até Évora. No dia 4 de Junho teve lugar o funeral, que ainda muitos hoje recordam em Évora pela quantidade de pessoas presentes e pela emoção que o rodeou.

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IV Circuito Internacional de Lisboa
VI Grande Prémio de Portugal
8 e 9 de Junho


François Picard no Ferrari 500 TR (#0600MDTR)


O Grande Prémio de Portugal de 1957, corrido em Monsanto e esteve aberto a carros de Sport, foi a prova mais importante disputada em Portugal, nesse ano. Recorde-se que o circuito de Monsanto, teve início em 1953, alternando com a cidade do Porto a realização destes eventos máximos do automobilismo português. O circuito lisboeta era traçado no parque florestal de Monsanto, tinha um perímetro de 5.440 metros, sendo menos rápido que o circuito da Boavista, apesar de utilizar uma parte do traçado em betão da auto-estrada Caxias-Lisboa (actual A5 Cascais-Lisboa), na época vulgarmente denominada do "Estádio Nacional".


Os Ferrari presentes:

Nº7 - François Picard - 500 TR #0600MDTR
Nº8 - Franco Cortese - 500 TR #0640MDTR
Nº16 - Masten Gregory - 290 MM #0626M
Nº18 - Phil Hill - 750 Monza #0550M
Nº19 - Alain de Changy - 290 MM #0606M
Nº20 - António Creus - 750 Monza #0572M


A nível internacional, vivia-se em 1957 uma euforia ao nível do interesse pelo Campeonato do Mundo de Sport, que se tornou um clássico das competições do pós-guerra, devido à falta de limites, quer no que toca à cilindrada dos motores, quer dos próprios regulamentos.A Ferrari e a Maserati, eram nestes anos os dois grandes protagonistas das competições automobilísticas, quer nos campeonatos de Sport quer no de Fórmula 1.
Nesta prova em solo português inscreveram-se nada mais nada menos do que 6 automóveis Ferrari, com motores que iam dos 4 aos 12 cilindros, e com cilindradas dos 2 aos 3,5 litros, numa gama de modelos de acordo com o que a marca disponibilizava neste ano de 1957.
Nenhum piloto português pilotou um Ferrari nesta prova, alguns acidentes afastaram alguns pilotos e motivaram essa ausência, Filipe Nogueira no II Grande Prémio de Portugal na Boavista em 1956 ao volante de um 735S (#0446/0556MD), Vasco Sameiro no V Grande Prémio de Portugal (Circuito da Boavista) de 1955 ao volante de um 750 Monza (#0576M), Casimiro de Oliveira na mesma prova e também ao volante de um 750 Monza (#0524M),D. Fernando de Mascarenhas perdeu a vida num acidente de estrada em Espanha em Agosto de 1956, quando conduzia o seu novo Ferrari 410 Super America (#0489SA) e Borges de Barreto, que morreu numa prova em França (6 heures du Forez, a 30 de Maio de 1957), ao volante de um Ferrari 500 TRC (#0694MDTR), este piloto que após as boas exibições ao volante de automóveis Ferrari, em 1956, motivou o convite da Scuderia Ferrari para correr pela equipa italiana. Quando morreu, António Borges de Barreto tinha 25 anos. No espaço de dois anos os principais pilotos portugueses, que pilotavam automóveis Ferrari, ficaram afastados das pistas.
Desta forma, só pilotos estrangeiros correram ao volante dos automóveis de Maranello neste VI Grande Prémio de Portugal, Masten Gregory correu com um Ferrari 290 MM #0626, da equipa Temple Buell, carro que estava equipado com um motor de 12 cilindros e 3,5l.
Alain de Changy correu com um Ferrari 290 MM #0606M que pertencia à Equipe Nationale Belge. Como curiosidade, 15 dias após o Grande Prémio de Portugal, este mesmo 290MM estaria à partida das 24 Horas de Le Mans com uma equipa formada pelo próprio Alain De Changy, acompanhado por Jacques Swaters, tendo desistido com problemas de motor ao início da noite.
Phil Hill correu com um Ferrari 750 Monza (#0550M), isto numa altura em que o piloto americano criava nome ao volante dos carros italianos, juntando-se à equipa oficial em 1958.


Uma grande multidão acorreu ao circuito situado no Parque de Monsanto, ocupando todos os sítios disponíveis para assistir a um conjunto de provas de automóveis e motos.
Com o nº20, o 750 Monza de António Creus.


O piloto espanhol, António Creus alinhou com um 750 Monza, (#0572M), que foi pertença originalmente de José Arroyo Nogueira Pinto, que com ele participou em algumas provas nacionais e internacionais, a última delas foi o Grande Prémio do Porto de 1956. Este automóvel pode ser visto actualmente na Galeria Ferrari em Maranello.
Na classe até 2 litros, estava inscrito dois Ferrari 500 TR, um para François Picard (#0600MDTR) e outro para Franco Cortese (#0640MDTR), equipados com o motor 4 cilindros de 2 litros de capacidade. Franco Cortese que foi campeão de Itália em 1956 na categoria 2 litros com este automóvel.
Para além dos Ferrari inscritos, surgia um Maserati 300s que foi pilotado por Juan Manuel Fangio. Gerido pela Scuderia Madunina do Comendador Marcello Giambertone, que era ao mesmo tempo vice-presidente da Federação Italiana de organizações automobilísticas e manager do piloto argentino. Este Maserati (#3069) pertencia em 1956 à equipa de fábrica, tendo sido adquirido em 1957 por Giambertone para correr em inúmeras provas de Sport pelo mundo inteiro. Este carro era normalmente utilizado pelo italiano Luigi Piotti, que nesta prova surgia inscrito num Osca 1,5l. O Maserati 300s estava equipado com um motor 6 cilindros em linha e tinha uma potência de aproximadamente 280 cv. De destacar também a presença de Godia Sales que alinhou com um Maserati 300 S, bem como o argentino Carlos Menditiguy em carro idêntico.

Juan Manuel Fangio e Masten Gregory cumprimentam-se à chegada ao circuito de Monsanto.

Logo após os treinos se pôde verificar que existiam dois candidatos à vitória: Fangio e Gregory. Nos 1ºs treinos efectuados Fangio não pôde utilizar o seu Maserati, teve que se servir do 300s de Godia Sales. Logo que teve ao seu dispor o seu carro, Fangio obteve o melhor tempo dos treinos, 2.16.95 a uma média de 143 Km/h; Gregory seguia-o com 2.18.61, a 141,29 Km/h. Phil Hill e Godia Sales ficariam nas posições seguintes.
Entre os automóveis até 2 litros, o argentino De Tomaso, ao volante do Osca de 1,5 l, obteve o melhor tempo (2.30.63), na frente do Ferrari 500 TR de François Picard (2.31.72).


Resultados dos treinos de qualificação para a grelha de partida:

1º - Juan Manuel Fangio - 2'.16'',95 / 143,00 Km/h
2º - Masten Gregory - 2'.18'',61 / 141,29 Km/h
3º - Phil Hill - 2'.22'',15 / 137,77 Km/h
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6º - Alain de Changy - 2'.30'',90 / 129,78 Km/h
7º - François Picard - 2'.31'',72 / 129,08 Km/h
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9º - Franco Cortese - 2'.33'',29 / 127,76 Km/h
10º - António Creus - 2'.33, 66 / 127,45 Km/h



Masten Gregory dá as últimas indicações aos mecânicos antes de iniciar os treinos. O piloto americano é unanimemente considerado como dos mais rápidos da sua geração, embora tenha sido também subestimado. O ponto mais alto da sua longa carreira viria oito anos depois, quando triunfou nas 24 Horas de Le Mans, ao volante de um Ferrari 250 LM (#5893), cuja condução dividiu com Jochen Rindt.





Foi num circuito apinhado de espectadores, que enchiam por completo o parque de Monsanto, que os 18 pilotos que alinharam à partida deram início ao grande prémio.
Logo após o sinal de partida dado pelo Dr. Mário Madeira, presidente do Automóvel Clube de Portugal, Phil Hill tomou a dianteira, seguido por Masten Gregory, embora este tenha passado o piloto do 750 Monza logo de seguida. Fangio surgia na terceira posição, numa toada cautelosa típica do piloto argentino.
No final da 1ª volta, a ordem era a seguinte: Gregory, Hill, Fangio, Godia e De Tomaso.
Ainda antes de concluída a 2ª volta, Fangio ultrapassa Phil Hill. Menditeguy, que partira na última fila, estava já colocado no 6º lugar.


Momento da largada para a corrida, podendo ver-se o Ferrari 750 Monza de Phil Hill em 1º lugar, logo seguido do 290MM de Masten Gregory. O Ferrari do futuro Campeão do Mundo de Fórmula 1 tinha um motor de 4 cilindros, 3 litros e "apenas" 260 CV de potência para 775 Kg de peso, enquanto que o modelo de Gregory possuía um motor de 12 cilindros, com 3500cc, 320 CV, para 880Kg. 
 
 
Gregory manteve até à 9ª volta uma distância de cerca de 5 segundos em relação a Fangio, no entanto este conseguiria, à 10ª volta, na curva do moinho, ultrapassar o piloto americano, conseguindo a partir daqui consolidar a sua posição (apesar de Masten Gregory não ter deixado de pressionar o Maserati do argentino).
À 3ª volta, tinha desistido Nogueira Pinto por avaria mecânica. O espanhol António Creus seguiu-lhe o caminho à 9ª volta.
Phil Hill manteve o terceiro posto, sempre pressionado por Godia Sales, no entanto, à 21ª volta, o 750 Monza começou a ter problemas no 4 cilindros, que levariam o piloto americano à desistência duas voltas mais tarde. Godia Sales não teria melhor sorte, abandonando à 33ª volta.
Sensivelmente a meio da prova, Masten Gregory teve um ligeiro despiste na curva da Pimenteira (também conhecida por “Curva do González”, por ter sido palco de um acidente deste piloto argentino, em 1953), o que o fez perder alguns segundos, passando o seu atraso para Fangio de cerca de 20 segundos para 40.

Fase da luta entre Gregory e Fangio. Momentos depois o argentino ultrapassaria o americano nas “Curvas do Moínho”.

O 750 Monza de António Creus teve uma presença efémera na corrida.
(Foto: M. Rodero, Coleção Juan Albert)

Alain de Changy com o Ferrari 290MM (#0606M)

Phill Hill, com o Ferrari 750 Monza. Com três vitórias nas 24 Horas de Le Mans, outras tantas nas 12 Horas de Sebring e vencedor do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, o jovem Hill foi muito provavelmente o melhor piloto americano da sua geração. 
 
 
François Picard com o Ferrari 500 TR (#0600MDTR). Logo após o Grande Prémio de Portugal, Picard deslocar-se-ia para Le Mans, onde 15 dias depois participaria nas famosas 24 Horas com o mesmo 500 TRC, inscrito por Gérard Crombac e partilhado com o americano Ritchie Ginther). O piloto francês foi um participante regular de provas do Mundial de Marcas entre 1956 e 1961.
 

 António Creus abandonou a corrida, por avaria mecânica, à 9ª volta.
(Foto: M. Rodero, Coleção Juan Albert)
 
 
As últimas voltas da corrida foram palco de uma recuperação extraordinária de Gregory, passando de um atraso de 40 segundos à 36ª volta para 22 segundos à 53ª. É claro que à sua boa maneira, Juan Manuel Fangio controlava a distância para o piloto americano do Ferrari, doseando o seu andamento; no entanto, Gregory terminou a corrida a somente 16 segundos do Maserati do piloto argentino.
No final da prova, Masten Gregory foi efusivamente aplaudido pela assistência presente, e mesmo Fangio teve palavras de grande apreço pelo americano.
O piloto argentino bateu largamente o recorde do Circuito de Monsanto obtendo uma média final de 139,83 Km/h; a volta mais rápida da prova ficou pertença de Gregory na 55ª volta à média de 143,81 Km/h. Curiosamente, em 1959, no Grande Prémio de Portugal, nessa altura já disputado com monolugares de Fórmula 1, Masten Gregory conseguiria o melhor resultado da sua carreira, o 2º lugar ao volante de um Cooper-Climax atrás de Stirling Moss.

Masten Gregory, segundo classificado com o Ferrari 290MM. O americano havia ganho os 1000 Km de Buenos Aires deste ano de 1957, fazendo equipa com Eugenio Castellotti e Luigi Musso, ao volante deste 290 MM. O piloto texano Carrol Shelby descrevia o seu compatriota do Kansas como "tendo óculos tão grossos como fundos de garrafas de Coca Cola". 


Juan Manuel Fangio com Masten Gregory e François Picard. No final da prova Fangio foi bastante elogioso em relação ás capacidades de condução de Masten Gregory. Tendo começado a correr em 1952 (com um Allard), o simpático piloto norte-americano participou pela primeira vez numa corrida do Campeonato Mundial de Marcas (com o mesmo Allard) nas 12 Horas de Sebring de 1953, ou seja, precisamente na primeira prova prova de sempre, desse mesmo campeonato. Desde então foi um participante assíduo, tendo alinhado em 51 corridas do Mundial até às 24 Horas de Le Mans de 1972 (Ferrari 365 GTB4), corrida que marcou a sua despedida de um campeonato onde triunfou por 3 vezes à geral. Participou também em inúmeros GP de F1, tendo como melhor resultado um segundo lugar no GP de Portugal de 1959. Sobrevivente de 7 graves acidentes em competição, o piloto de Kansas City viria a morrer em 1985, com 53 anos de idade, devido a um ataque cardíaco durante o sono.
 

 Classificação final:


1º - Juan Manuel Fangio - 55 Voltas, 2.08.23,00 / 139,83 Km/h
V.M.R.: 2'.17'',32 / 142,61 Km/h / 51ª volta (1º Classe I)

2º - Masten Gregory - 55 Voltas, 2.08.39,76 / 139,53 Km/h
V.M.R.: 2'.16'',18 / 143,81 Km/h / 55ª volta (2º Classe I)
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4º - Alain de Changy - 51 Voltas, 2.09.15,82 / 128,78 Km/h
V.M.R.: 2'.29'',07 / 131,37 Km/h / 41ª volta (4º Classe I)

5º - François Picard - 51 Voltas, 2.09.52,18 / 128,18 Km/h
V.M.R.: 2'.29'',46 / 131,03 Km/h / 50ª volta (1º Classe II)
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9º - Franco Cortese - 49 Voltas, 2.08.59,91 / 123,98 Km/h
V.M.R.: 2'.33'',17 / 127,86 Km/h / 49ª volta (4º Classe II)
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16º - Phil Hill - Não terminou / 23 voltas, 0.55.50,24 / 134,45 Km/h
V.M.R.: 2'.22'',28 / 137,64 Km/h / 8ª volta

17º - António Creus - Não terminou / 8 Voltas, 0.21.19,98 / 122,41 Km/h
V.M.R.: 2'.33'',37 / 127,69 Km/h / 7ª volta

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IV Grande Prémio de Macau
16 e 17 de Novembro

(Foto: "Colour and Noise", Philip Newsome, Studio Publications/Colecção Ângelo Pinto da Fonseca)
  
Este Grande Prémio realizou-se no dia 17 de Novembro de 1957 e contou com a inscrição de 19 pilotos, dos quais alinharam à partida 16.


O Ferrari presente:

Nº9 - George Baker - 500 Mondial #0528MD


Entre os favoritos destacou-se a presença do Mercedes 300 SL de Pateman, do AC Bristol de Hardwick e do Ferrari 500 Mondial Spyder Scaglietti série II (#0528MD) de George Baker (nº9), que havia pertencido ao tenente Mário Lopes da Costa, com a qual alinhou no Grande Prémio Macaense em 1955 e 1956.
Com uma interessante luta inicial entre o 500 Mondial nº9 e o 300 SL, a corrida viu à 35ª volta o Ferrari de Baker parar com uma biela partida. A partir daqui o duelo seria entre Pateman e Hardwick no pequeno e ágil AC Bristol. Apesar de um breve ida ás boxes para verificar um possível derrame de óleo, Pateman venceu a corrida, completando as 77 voltas (330 milhas) em 4 h 34 m. e 37 s, constituindo este um tempo recorde para esta prova. Hardwick ficou em 2º lugar a uma volta.
Esta prova foi presenciada por cerca de 25 000 espectadores.



              (Foto: Colecção Manuel Taboada)